Archive for maio \30\UTC 2010

Vovó Delícia recomenda

maio 30, 2010

Você já ouviu falar na Vovó Zulmira? Não? Então, pense numa senhora que só aprendeu a usar computador e internet após os 80 anos de idade. E que tem um blog, onde publica suas receitas e, ao mesmo tempo, fala de sexo “com doçura e carinho”, como ela mesmo disse.

Abaixo alguns exemplos da variedade de assuntos abordados por ela.

“Para quem gosta de bolinho de chuva, uma receita especial

A vovó que não sabe fazer bolinho de chuva não pode ser considerada mãe com açúcar, não é verdade? Pois então, avise a sua vovozinha para prestar atenção nesta receita especial. […]

“O seu parceiro sabe aonde fica o clitóris? Não? Ensine-o!

[…]Ensine, mostre, explique. Só com muito diálogo e um aprendendo com o outro que o sexo será muito melhor. Palavra de quem fez isso por mais quase seis décadas.”

“Que coisa fofa é o Robert Pattinson; Ah se eu fosse jovem…

[…] Fiquei impressionada com a coisa mais fofa que é o Robert Pattison (escrevi certo?). Para um vampiro daquele eu ofereceria muito mais do que o meu pescoço.

Que olhar! Que sorriso! Um moço assim no meu tempo as moças chamariam de “pão”. Hoje, eu sei, usam outros termos que não me atrevo a colocar aqui.

Um beijo doce da vovó!”

Vovó Zulmira é original, divertida e não tem vergonha de ser feliz. É imperdível.

Vovó Delícia recomenda!

Imersão é…

maio 29, 2010

Há umas duas semanas, a nossa turma vinha se preocupando com uma prova sobre o surgimento das novas mídias. Estudamos suas características, seus princípios… e vimos conceitos como Interatividade, Mobilidade e Imersão!

Ahhhh, Imersão!

Fala-se aqui, grosso modo, daquela característica que as novas mídias têm de levar a gente para um novo mundo, com novas possibilidades de interação, de realmente estar imerso em um espaço.

Pois aqui, no Vovó Delícia, veja uma VERDADEIRA IMERSÃO:
(vale a pena, é muuuuito engraçado!)

Para quem riu com as vovós, mas também se interessou pelo assunto estudado, um dos nossos blogs “parceiros” fez ótimos posts sobre o tema, confira: Jor(A)nalista

Por Ana Elisa Bassi

Reajuste da Previdência

maio 28, 2010

Vovó Gali… Glorinha

maio 20, 2010

“O apego está relacionado ao agarrar-se. Agarrar algo é um ato superficial, não existencial. Todos nós somos apegados à alguma coisa, entretanto sabemos o quanto sofremos quando temos que abrir mão daquilo que estamos apegados. Saiba que o apego limita nossos verdadeiros desejos. Quando estamos apegados somos mesquinhos e egoístas e não estamos seguindo o fluxo da natureza.
A natureza é desapegada. Por exemplo, quando um pássaro bota um ovo, a mãe está presente até o momento em que seu filhote nasce, cresce e fica forte. Depois, o pequeno pássaro vai buscar o seu próprio caminho. A mãe não se apega ao filhote que agora já é um adulto.”
Será que é assim mesmo????????

A história de hoje relata o quanto o ser humano pode (ou não) se apegado a seus objetos materiais. O quanto pode (ou não) atribuir sentidos da sua vida figurativos. O quanto presentes podem (ou não) ser bem aceitos. E prova, mais do que tudo, que cada um faz o que quiser com seus pintinhos!

Minha Tia Glorinha, tornou-se vó há pouco tempo, mas tenho certeza de que terá grandes lições de vida para passar a suas netas!

O presente que se tornou o retrato de um drama familiar!!! hehe...

Certo dia, há uns bons 8 anos, a filha dela voltava de um congresso em Fortaleza, trazendo de presente aquela famosa galinha colorida, de bolinhas, com pintinhos, neste caso, três pintinhos.

O presente foi bem aceito, ficou exposto em cima da geladeira alegrando a cozinha por muitos meses até a época em que minha tia se divorciou.

Tomadas as providências “naturais” de um divórcio, seu movimento seguinte foi livrar-se de um pintinho!!! Aquela agora seria a representação da família dela: A galinha e dois pintinhos (minha prima e meu primo!).

Mas a vida é uma caixinha de surpresas…

Tendo passado poucos meses, minha prima decide se mudar para Curitiba! Não!!!! O que faria essa mãe???… Jogar mais um pintinho fora foi a resposta encontrada!

“Pronto, agora somos dois, a mãe e o filho! Meu filho querido, maravilhoso, que eu tanto amo!”

E quando o pior já parecia ter passado…

O pintinhos, quer dizer, o filhinho, resolve se casar!!!!! E agora, o que seria da mamãe galinha e do pintinho?? Fim da linha para os dois, ou melhor, para o pintinho, que foi parar no lixo!

Vocês podem se perguntar onde está a galinha hoje… Em cima da geladeira, oras! Sozinha! Agora ela é uma galinha independente, que cuida do seu território, sem pintinhos, galos, mas muito bem resolvida!

Tia, porque jogou o presente no lixo? Não podia ir guardando um por um ? “Ah, joguei, ué! Ia fazer o quê com aqueles pintinhos?”

E pras duas netinhas, nenhum pintinho novo? “Que nada, a galinha tá bem, sozinha! Além do mais, os netos não vão embora, eu descobri que eles saem do colo da mãe, mas nunca do colo dá vó!!”

Por Ana Elisa Bassi

Quebra-cabeça dura 7 anos

maio 19, 2010

Vou contar aqui uma história que li hoje e achei um tanto quanto peculiar.

É a história do aposentado Jack Harris, um inglês de 86 anos. Viciado em quebra-cabeças, Jack ganhou no Natal de 2002 um quebra-cabeça de cinco mil peças de sua nora.

Ele passou sete anos montando a imagem e quando faltava pouco para completar o trabalho percebeu que estava faltando uma única peça. A família não sabe o que aconteceu, se a peça foi jogada fora por engano ou se algum dos cachorros a comeu. O fato é que a frustração do Sr. Harris foi grande. E para piorar o fabricante do produto disse que não produzia mais essa caixa, portanto não poderia ajudar o aposentado.

Após ver o descontentamento causado pela falta da peça, a mesma nora que presenteou Harris com o jogo, o presenteou com a última peça feita sob encomenda. A empresa responsável por fabricá-la foi a mesma que fez o produto, e que havia dito inicialmente que não poderia ajudar.

Agora, além disso, o fabricante ainda deu a Jack Harris mais algumas caixas de novos jogos de quebra-cabeça para desafiar o vovô.

Por: Luiza Boulanger

Ô viúva boa!

maio 18, 2010

Guaçuí na década de 50. Repare nas duas avenidas.

A história de hoje se passa no interior do Espírito Santo. Mais especificamente em Guaçuí, sul do Estado, na década de 60.  À época, só havia duas avenidas na cidade: a mão e a contra mão. Onde se concentrava todo o comércio da região.

E numa dessas vias ficava a Farmácia Nossa Senhora da Penha, propriedade de Seu Geraldo. Do outro lado da rua, havia uma banca de frutas, comandada por Antônio, que além de comerciante, era cego. “A esposa dele colocava as frutas sempre na mesma posição, para que ele soubesse onde estava cada uma delas”. Contou o farmacêutico

Com Antônio, o dono da farmácia tinha uma relação muito especial. “Eu judiava muito dele, coitado”. Lembrou Geraldo.

“Quando não tinha o que fazer na farmácia, eu ia lá e trocava as frutas de posição. Uma vez, ele foi levar laranjas para minha esposa, que estava na farmácia. E quando ela abriu a sacola era inhame, que eu tinha trocado”. Recordou, às gargalhadas.

Brincadeiras de mau gosto com cegos pode não parecer à coisa mais divertida do mundo. Mas vai dizer isso para Seu Geraldo.

“Eu pegava uma seringa grande, enchia de água e ficava jogando nele, lá do outro lado da rua. Ele achava que estava chovendo, recolhia tudo e ia embora. Quando chegava em casa, a mulher dele brigava com ele e mandava-o voltar. Antônio argumentava: – está chovendo. Mas ela não perdoava: – chovendo? Com um sol desses? Vai trabalhar seu vagabundo!”.  

A Farmácia Nossa Senhora da Penha tinha uma ótima cliente. Tratava-se de Dona Mariquinha. Uma viúva, que Seu Geraldo garante que era uma dona muito bonita e elegante, com todo respeito, é claro. Além de frequentar seu estabelecimento, Mariquinha passava sempre em frente a sua farmácia, quando queria ir à vendinha. Até porque, só havia duas avenidas na cidade.

E, em um desses passeios, Geraldo teve a ideia de usar Antonio para mais uma de suas brincadeiras. “Quando ela passar, vou perguntar: ‘Antônio, tem ovo? ’ E você responde assim: ‘Ovo e uva boa! ’ (ô viúva boa!)”. O cego não entendeu, mas topou brincar. E assim se sucedeu durante vários dias. Ela passava e os dois caçoavam. Geraldo de um lado: – Tem ovo? E Antônio de outro: – Ovo e uva boa!

Eis que um dia, ela contou para seu filho, que estudava fora, o constrangimento que era passar em frente à farmácia. Já que um cego sempre dizia aos berros: “ô viúva boa”. Foram os dois à vendinha, quando ao sinal de Geraldo, Antonio gritou sem pestanejar: “Ovo e uva boa”.

O filho não gostou da brincadeira e foi tirar satisfação com o cego. “Que história é essa rapaz?”. E Antonio entregou: “é o Geraldinho que me manda falar isso”.

“Ele foi à farmácia, pagou o que ela devia e ela nunca mais voltou”. Lamentou Geraldo, que perdeu a cliente, mas não perdeu a piada.

Seu Geraldo é avô do blogueiro que vos escreve. E sente muita saudades de seu velho amigo. Um pouquinho de arrependimento também depois de tanta judiação. Mas se diverte muito ao contar as histórias da dupla.

Por Sérgio Rangel

“Hoje em dia é muito melhor, né!?”

maio 16, 2010

Para o fim de domingo, uma historinha bem engraçada!

As protagonistas são as irmãs Emerich: minha vó Zely, que já foi apresentada aqui no Vovó Delícia, e suas três irmãs. 

Quem vê cara, não vê o passado (negro)! hehe..

É bem engraçado!

A trupe (como elas mesmo dizem) resolveu fazer um programa mais animado e diferente para meados do mês de maio. Alugaram um apartamento em Meaípe, tranqüilo e com uma praia gostosa! Fizeram compras, arrumaram “roupas de banho” e foram de mala e cuia.

Quatro irmãs. Quatro viúvas. “Mataram os maridos!”, dizem as más línguas. Se os remédios se misturarem, só Jesus! A soma das idades elas falam que é 100, vinte e cinco cada uma! O que se sabe é que a cada encontro elas divertem quem está junto e se divertem a beça.

A cena da foto é a minha despedida, após deixá-las no apartamento. Doce ilusão ver essas senhorinhas de aparências tão comportada dando tchauzinho da varanda…

Ficaram lá uma semana, e tiveram o descanso que garantiam merecer! Quando fomos buscá-las, o que achamos? Listas escritas que denunciavam quem foi a irmã mais namoradeira!! Elas tomaram vinho e dançaram juntas ao som de Julio Iglesias relembrando as paixonites da juventude.

Que farra! Eu tentei pegar uma opinião mais “comportada” a respeito do que era aquilo com a Tia Lourdes, a irmã mais velha, do alto de seus 88 anos. Foi quando percebi que sua lista era a maior de todas: 48 namorados!!!!!!!!!!!!!

“Tia! Não acredito!”, eu disse. E ela respondeu: “Minha filha, eu não sou sem vergonha, eu só soube aproveitar a vida! Além do mais, as coisas não eram iguais a hoje, eram apenas flertes.”

“Sei, flertes…”, respondi, entendendo que se tratavam só de olhares e, no máximo, um encostar de mãos. Dei o assunto por encerrado.

Foi então que ouvi um “Hoje em dia é muito melhor, né!? Sorte a sua!”.

Tia Lourdes e suas lições de vida…

Beijo pra elas ;*

Por Ana Elisa Bassi

Envelhecer é gostoso, melhor ainda é amar um idoso!

maio 14, 2010

Fica ai um vídeo para repensarmos sobre respeito e paciência com nossos idosos!

Por: Luiza Boulanger

Amor de carnaval!

maio 13, 2010

Estava conversando com uma amiga e papo vai papo vem, descobri uma história super interessante sobre como os avós dela se conheceram.

Lá pelo ano de 1950, durante o carnaval, Dona Marlene foi para um baile em um dos clubes mais disputados do Rio de Janeiro.  Ao chegar, não gostou do que viu, muitos homens se divertindo e bebendo, ela se sentiu constrangida no local e acabou se isolando em um canto. Começou a reparar as pessoas e viu um homem muito bonito, porém ele gracejava todas as damas presentes e “se divertia como se as coisas ruins não existisse”. Ela achou aquilo abominável.

Depois de alguns minutos que estava solitária, um jovem se aproximou e perguntou o motivo da tristeza. Os dois começaram a conversar e papo vai papo vem, passaram a noite inteira conversando.

Para quem achou que ela tinha arrumado um marido, se engana, o Seu Pedro se tornou um grande amigo e a apresentou a outro amigo, o Seu Gerson, o que ela considerou abominável na festa de carnaval.

Foto meramente ilustrativa

Depois de conhecê-lo longe da “folia” descobriu que era um homem maravilhoso, interessante e muito respeitador. E estão felizes até hoje.

Viva o amor!

Por: Luiza Boulanger

Nispi

maio 12, 2010

Nós já mostramos aqui no blog o Centro de Convivência da Terceira Idade. Hoje vou falar pra vocês sobre o Núcleo de Integração Social para Pessoas Idosas (Nispi). O Nispi, assim como o Centro de Convivência, é um espaço desenvolvido pela Prefeitura de Vitória, onde pessoas com mais de 60 anos podem participar de atividades que promovem sua saúde e bem estar.

Oficinas como memória, pintura em tecido e bijuteria, espaço para a prática de jogos de cartas, palestras, caminhadas e ginástica localizada são algumas das atividades que podem ser praticadas no Nispi.

Para participar é necessário se inscrever no próprio Núcleo. Os interessados devem ser moradores de Vitória e ter mais de 60 anos.

O Nispi se localiza na rua Horácio Dias dos Santos, Praça Stela Coimbra, Santo Antônio.

Por: Luiza Boulanger