Garçom, eu quero um bife!

1990: Dona Auxiliadora. Ao fundo, Jerusalém.

Uma das grandes vantagens da terceira idade é o tempo. Elemento fundamental, que muitas vezes falta durante a fase adulta, impede as pessoas de realizar desejos e sonhos de uma vida inteira. Seja simplesmente cuidar melhor da saúde, brincar com os filhos ou, até mesmo, viajar.

E hoje, o “Vovó Delícia” vai aproveitar o tempo livre pra fazer uma viagem lá pelas bandas de Israel.  E a personagem da vez é a vó do “blogueiro” que vos escreve. Dona Maria Auxiliadora Rangel.

O ano era 1990. E um grupo de, aproximadamente, 50 brasileiros fez uma excursão para Europa que terminaria em Israel. País maravilhoso, com uma história milenar, sede de três das maiores religiões do mundo, mas que não tinha um elemento fundamental para qualquer tupiniquim: Arroz e feijão.

“Em Israel a comida era terrível. No café da manhã, o que tínhamos era abacate com qualhada. Arroz e feijão? Nem pensar! E faz uma falta”. Contou Auxiliadora, sem nenhuma saudade daquele desjejum.

Apesar de já estar um bom tempo longe de casa, ou melhor, da cozinha de casa, houve a esperança de comer algo bem familiar, pouco antes de chegar à terra sagrada.

“Quando chegamos a Veneza, descobrimos que havia sopa em um restaurante da cidade”. Entretanto, ao chegar lá, a sopa tão aguardada foi por água a baixo. Literalmente. “Quando a sopa chegou descobrimos que a sopa deles é bolinhas de carne que eles fazem na água! É uma coisa sem gosto, aguada”. Recordou.

Já no fim da viagem, quase sem expectativa alguma de comer algo saboroso ao paladar brasileiro, a excursão foi a um restaurante em Jerusalém. Foi quando um companheiro de viagem, o senhor Milton, ao ver os pratos que estavam sendo servidos, levantou-se. Olhou bem para o garçom e com os dois dedos indicadores sobre a testa (em forma de chifres), disse em voz alta:

“Garçom, eu quero um bife de carne de boi! Eu posso pagar. Quero comer um bife!!!”. Esbravejou em bom português.

“O pobre garçom que só falava árabe, obviamente, não entendeu nada. Mas foi o suficiente, para os, cerca de, 50 brasileiros caírem na gargalhada e apoiarem a brincadeira do senhor Milton”. Lembrou Dona Auxiliadora, com muita alegria de recordar esse momento inesquecível.

Inesquecível para nós também, poder dividir com todos, os saborosos causos das nossas “vovós delicia”.

Por Sérgio Rangel

3 Respostas to “Garçom, eu quero um bife!”

  1. vovodelicia Says:

    Coitada, e quando ela conseguiu comer um bife?!?? Só aqui no Brasil?! =D

    Beijo Sérgio Vitor ;*
    E Parabéééééns!!!!!!!!!!!

    Ana Elisa

  2. vovodelicia Says:

    Parabéns Serjão.. pelo aniversário e pelo texto..
    Histórias de viagens são sempre ótimas!

    Bjsss,
    Luiza

  3. Julia Casotti Says:

    adorei,sérgio. ficou muito bem escrito, o que tornou a história ainda mais interessante! tô orgulhosa! :****

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