Vovó de ouro!

Dona Beatriz, aguachada à direita.

Nada mais justo do que fazer minha estreia aqui no blog contando a história da minha avó. A história não, uma história. Porque ela tem muitas e com certeza muitas delas serão contadas aqui.

Meu orgulho e exemplo de vida, minha avó é uma mulher do mundo, que adora esportes, viagens e claro, os netos. A história de hoje, é com certeza a mais glamourosa, e a primeira coisa que eu conto sobre ela quando me perguntam quem é a minha avó.

Nascida e criada na capital mineira e muito moderna pro seus quase 70 anos, Dona Beatriz começou a gostar de esportes bem pequena, quando a bola se tornou mais divertida do que a boneca. Na época, improvisava um campo de terra, perto de casa, para jogar vôlei com os vizinhos. Na escola não era diferente: “Levava todos os dias minha bola para o colégio, pois o que mais gostava era do jogo no recreio”. De um simples hobby, o esporte se tornou sua vida. “Comecei a me destacar e logo um dirigente do Ginástico me convidou para integrar a equipe infantil de vôlei que estava sendo criada”. No ano seguinte foi convidada para jogar pelo Mackenzie, clube de Belo Horizonte com destaque no cenário esportivo nacional. Pelo Mackenzie foi campeã mineira quatro vezes, participou de diversos campeonatos pelo país, foi campeã brasileira infantil e eleita a melhor jogadora da competição. Jogava também no time da escola. “No colégio eu era a capitã da minha equipe, que era a melhor de BH”.

Foi campeã brasileira em 1958 no campeonato disputado em Santos, cujo grande favorito era o São Paulo. “Tive uma ótima atuação, fui considerada atleta destaque e convocada para a seleção brasileira”. Jogando pelo Brasil foi campeã sul americana, mas uma de suas grandes tristezas é não ter participado do Pan Americano de 1959, em Los Angeles. “Quem não concordou com a minha ida foi a minha mãe, meu pai era mais moderno”.

Entretanto, o vôlei brasileiro não tinha grande destaque internacionalmente. Nessa época o Brasil não participava das olimpíadas e nem de grandes mundiais. Em um amistoso contra o Japão, realizado em Belo Horizonte, a nossa seleção perdeu os três sets por 15×0, 15×0 e 15×3. “Mas mesmo assim saímos aplaudidas”, diz com orgulho.

Em 1960 teve que parar de jogar para casar. “Naquele tempo as casadas não jogavam”. Uma pena! Mas o esporte não saiu da sua vida. Estudou educação física e deu aulas por mais de 30 anos.

Hoje ela se orgulha em mostrar a carteirinha de ex atleta e entrar nos jogos da seleção de graça. E os netos, claro, vão junto!

Por: Luiza Boulanger

5 Respostas to “Vovó de ouro!”

  1. vovodelicia Says:

    que maneira a história dela hein!!! muito irado mesmo!

    beijão Luiza, parabéns. vou divulgar em nosso twitter!

    beijo, Sérgio!

  2. vovodelicia Says:

    Que orgulho dessa história de ouro! Sua vó tá de parabéns! Os netos em vez de seguir a carreira… hehehe!

    Beijo ;**

    Ana Elisa

  3. Luana Says:

    Lu!!
    Q história linda… E melhor ainda é conhecer a personagem principal. Sua avó é super alto astral e cheia de energia! Uma pessoa sensacional!!! A neta maravilhosa teve a quem puxar…
    Bjss,
    Luana

  4. New York, New York « Vovó Delícia Says:

    […] disse no primeiro post, a minha avó é uma mulher do mundo. E é mesmo. Já viajou muito, e histórias de viagens, claro, […]

  5. Rainha do Certame « Vovó Delícia Says:

    […] do Certame By vovodelicia Para ilustrar o post da Vovó de Ouro, deixo aqui uma foto, na verdade um recorte de jornal, que fala da maravilha de atleta e mulher que […]

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